Felipe Parra é paulistano da zona leste e por isso tem referências sonoras das mais comuns àquela região: à faixa AM de rádio, principalmente no fim dos anos 1980 e início dos 1990.
Para quem não tem conhecimento do que era a rádio AM paulistana desse período, digamos assim: primava pelo ecletismo que podia ter na mesma playlist - devidamente interrompida para dar a hora certa e fazer um ou outro publi de remédios veterinários, escolas de idiomas e quetais - petardos rap, canções do pagode noventa, sertanejos e Roberto Carlos... Passando, claro, pela boy band em alta no momento.
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Felipe Parra, foto de Gabriel Vituri |
É esse cenário radiofônico que Felipe quer passar em revista no seu som.
Segundo ele, a vontade era fazer algo acessível à ponto de agradar sua (dele) avó, já que se ela gostasse, as chances de muito mais gente também gostar seriam altas.
Um provinha do que vem por aí é o single lançado no último dia 16 com o sugestivo título "Cafona" onde uma bonita cama de percussão interage com os metais que remetem à banda Vitória Régia do grande Tim Maia e criam um clima para que ele cante sobre o lado "brega" do amor e dos relacionamentos.
"Quem é mais cafona de que eu?" pergunta.
O álbum cheio vai se chamar "Estrela" e deve chegar aos streamings no segundo semestre deste 2021 ainda conturbado.
Felipe Parra ainda promete um clipe para assim que as fases abre e fecha que o governo do estado implementa meio na doida derem chance para que seja finalizado.
Enquanto isso, curte o single ai, leve, alegre e um convite a dançar.
Ainda que, por enquanto, sozinho.
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