O guitarrista Giancarlo Mariani fez diversas tentativas de
registrar o álbum de sua banda, Freespirits desde 2019.
Sem desistir, passou pela pandemia e suas diversas fases; enfrentou problemas
familiares; a saída de alguns membros da banda e um misterioso sumiço de
arquivos gravados em discos rígidos.
Em uma das passagens mais curiosas, abortou os trabalhos na garagem de sua
própria casa após reclamações dos vizinhos.
Resiliente, Giancarlo conseguiu gravar as bases com ajuda
do baterista Filipe Costa antes de mudar para Londres onde, com o irmão Lucas,
estabilizou a formação do Freespirits com a entrada do baterista Kris Lousley.
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foto: Richard Crooks |
Com esta formação, a banda já serviu como apoio ao Echo & The Bunnymen e fizeram a abertura de shows de nomes como Carl Barat, dos Libertines.
O disco, finalmente terminado, ganhou oficialmente o nome de Into the Upside Down e o resultado da epopeia pode ser ouvido neste último single antes do lançamento do álbum que os caras disponibilizaram nas plataformas: “Rolling With the Punches”.
Enérgica, com um refrão altamente cantável, tem o espirito cru das apresentações ao vivo.
Vale o clic enquanto o álbum cheio não chega.
Imagine uma banda que misture pós punk, surf music, funk noise, psicodelismo e
uns toques de musica brasileira.
Imagine que essa banda faça uma canção em homenagem a um dos maiores nomes da
percussão brasileira e na letra misture português e francês citando Cannes,
Ibupi e Quipapá.
E imagine que essa banda tenha um nome muito, mas muito esquisito.
Pois é... Pare de imaginar e conheça a Funeral Macaco. (Falei que era esquisito...)
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foto: divulgação |
Formada por Vinicius Monteiro (vocal), Pedro Valle (baixo), Gabriel Matuk (guitarra), Rafael Matuk (bateria) e Igor Ramos Carvalho (atabaque) a banda é carioca e está lançando o single “Naná”, em homenagem, claro, ao gigante Naná Vasconcelos.
O vocalista Vinicius dá uma explicadinha: “Ipubi e Quipapá são municípios pernambucanos. Naná é pernambucano, mas do Recife. ‘Africadeus’ é um dos discos da minha vida, o que este álbum propõe como ideia de Brasil é potente. Uma homenagem à Naná teria de ser polifônica, bricoleur, como a obra dele”.
Entendeu? Não? Tudo bem... Ouve o som que as coisas vão se encaixando.
Ou não.
Em 1989, os músicos Tony Bizarro e Carlos Lemos assumiram
a direção artística da gravadora Esfinge e convidaram o parceiro e amigo Hyldon
para gravar um disco por lá.
Algo raro naqueles tempos, deram total liberdade ao cantor e guitarrista que
podia, além claro, de produzir livremente, convidar os músicos que quisesse e
ainda decidir sobre a capa do álbum.
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crédito: internet |
Em geral, Hyldon gravava sempre com o Azymuth, mas como estes estavam ocupados com uma turnê própria, o compositor escalou um time de respeito e tão bom quanto com o baixo de Luizão Maia, Mário Monteiro na bateria, Arthur Borba no piano, Paulinho Guitarra, Cidinho, Paulinho Trompete, os Golden Boys fazendo vocais junto com Renata Correa, Jussara Silva e Zoé Medina.
Assim, dessa constelação, nasceu o álbum Hyldon (1989), que sabe-se lá porque, nunca esteve disponível em CD, o que fez o vinil ficar raro e disputado a tapas e ter preço inflacionadíssimo entre colecionadores.
Agora, Hyldon resolveu relançar algumas das canções deste disco em um ep exclusivo para as plataformas digitais e escolheu a faixa que abre o disco original para ser o primeiro single deste trabalho: “Pétalas Vermelhas”.
A nova versão da canção conta com a participação do cantor Alfonz Jones e foi mixada por Wayne Anderson, ex membro dos Cruzaders em Los Angeles.
É sempre bom ter algo novo vindo do Hyldon.
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