Bronco, novo disco da El Negro vai muito além do processo criativo e gravação

Sim... O novo disco da El Negro (@el_negro_insta ) tem uma sonoridade incrível fruto da ideia de transformar o porão da antiga prefeitura de Porto Alegre em um estúdio para gravação.
Mais do que isso, o local se tornou parte intrínseca do processo de captação, influindo diretamente na ambiência e até na performance de Mumu (vz,gt,tcl), Fabian Steinert (bx,gt) e Leandro Schirmer (bt, perc).
Pode-se sim dizer, que o espaço funcionou como um 4⁰ integrante nas tomadas de decisão para as gravações.
E isso deixou o som de Bronco (2026, independente) personalíssimo, como se a banda estivesse tocando na sua sala. Coisa raríssima em tempos de produções pensadas para serem ouvidas em celulares com fones - por vezes - insuficientes.
Mas o álbum vai muito além... 

Uma ouvida no blues rock "A Delicadeza É Azul"  basta para entender que também a parte lírica e humana da banda está afiada  com letras sobre amadurecimento, crescimento pessoal e relacionamentos.
"Uns querem menos, outros querem mais/Eu só quero seus olhos e nada mais", diz a letra que mais à frente ainda arremata: "Eu sei que a chuva vai cair pra todos/Eu peço desculpas se errei de novo”.
Os destaques vão além do single "Galope Louco" que traz a participação da entidade do rock gaúcho Beto Bruno e "Rick Simpson Oil", um rock com ares country arrastado e emocional com a participação da guitarra de Gabriel Guedes da banda Pata De Elefante e letra em inglês.


Nossa preferida ficou por conta da abertura explosiva "Quem É Você?", densa e tensa como todo bom rock e que faria bonito nas rádios, se essas ainda tocassem música.
Mais um trampo vindo da ótima fase que vive o rock gaúcho.


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