Desejo de transformação canalizado em canções que vão do punk à surf music no 1⁰ ep da LeeLee

Pernambuco - e mais precisamente Recife - é um celeiro musical/cultural gigantesco e muito plural que vai do psicodelismo ao hardcore, puros ou em crossovers que podem, ou não, incluir misturas com cultura regional.      Chico & Nação Zumbi, Mombojó, Devotos, Mundo Livre, Janete Saiu Para Beber, Dani Carmesim, Diablo Angel e tantos outros nomes (sem falar nos mestres Alceu, Geraldo etc...) não deixam dúvidas quanto a isto.                           
Mas a roda não para e novos artistas vão surgindo e apresentando trabalhos originais e distintos entre si, como tem que ser.  Um dos nomes mais recentes é a banda LeeLee (@leelee.oficial ), projeto idealizado e capitaneado pela vocalista Mi "Leelee" Seixas escudada pelos ótimos guitarristas Patrícia "Fafá" Bonfim e Carlinhos; o baixista Felipe Lins e o baterista Macaxinha.  


A banda produz um som cheio de atitude punk, melodias que remetem à surf music, energia do ska e intensidade pop.
Liricamente vão por temas caros à vocalista como o autoconhecimento, liberdade, empoderamento para enfrentar não só o machismo como também o etarismo (o lema da banda é "antes tarde" em referência à sensibilidade da vocalista ao tema).
Seu mais recente trabalho é o EP Despertar (2026, Leelee World) que reúne os singles lançados desde 2025 e mais duas canções inéditas que abrem e fecham o disco respectivamente. 


Destaques para o ska rapidinho "Inconstante" que tem um belo refrão pop pra cantar junto; a pedrada "Manifesto" que começa com um baixo distorcido muito bacana e o veloz hardcore "Traje Improvisado" com boas harmonias vocais sustentando o melhor vocal de Mi Seixas no disco.

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